domingo, 21 de fevereiro de 2010

Eu vou mandar um email ...




Durante o tempo que fui obreira , não existia internet....
O nosso alimento espiritual, era o Pastor no altar, as mensagens do Bispo Macedo e os Pastores na radio.
Eu me lembro que ficava tentando ouvir as reuniões do Brás, pela radio São Paulo.
Nessa época , todos os obreiros e obreiras, trabalhavam na Sede regional, as terças, na corrente dos setenta.
Algumas obreiras da minha IURD , já tinha sido alertadas....pelo Pastor da sede “Parem de conversar durante o culto” ...

Não sei por que , mas agíamos como aquelas crianças que quando recebem uma ordem, ai que desobedecem , tem dificuldade para fazer o que é certo....
O pior que esse Pastor , parece que sentiu-se provocado, pois de cima do altar ele podia ver ...e via as nossas tentativas de esconder a nossa rebeldia...
Inclui-me nessa situação, mas na verdade, eu não participava na Sede as terça, por que estudava .
Mas um dia, que marcou minha vida para sempre, eu fui....
E lá estavam todas as obreiras, minhas amigas ....amigas que esqueceram de me avisar da ordem que o Pastor já havia dado....ou seja , não tinha a mínima idéia do que estava acontecendo...

Uma obreira parou do meu lado...riu de alguma coisa e saiu...
Como todas às vezes , esse Pastor chamou os obreiros para dá uma palavra...
Nem vi quando ele entrou, naquela salinha apertada, com todos os obreiros da Região.
Basicamente estávamos muito ocupadas para ficar esperando o Pastor, rindo e falando....
Mas quando ele disse que ia tirar o MEU UNIFORME eu ouvi...
Não pensei que era comigo, mas era...
“Eu já tinha avisado a você, depois , quando eu tirar o seu uniforme ...não vai adiantar você chorar”
Depois que percebi que era comigo( isso demorou alguns segundos) , só conseguia pensar “Porque?”
Com certeza esse Pastor merecia que eu enviasse um email...
Como ele podia me humilhar? Diante de toda região, eu nem participava das Reuniões da sede, e sendo acusada de algo que não tinha feito.
Mas naquele tempo, ninguém pensava desta forma...e depois de alguns minutos...
Depois da bronca, ele abençoou os obreiros, fez um propósito de impor as mãos sobre as nossas cabeças.

“ Eu pensei...me humilhou agora vai ter que me abençoar”
Fui à primeira. Minha vida mudou para sempre aquele bendito dia, bendita bronca...Bendita mãos que me abençoaram...
Casei, com esse Pastor, depois de dois anos, diante de todos os obreiros, na Sede Regional em Santos...
Muitos são testemunho desta historia....
Muitas vezes, as pessoas deixam de ser abençoadas ou de abençoar, por que se precipitam em julgar.
Não importa quem está errado, mas sim qual é a vontade de Deus , para qualquer situação.
Se isso for considerado, vamos saber esperar e entender qual atitude que Deus espera de nós.
Mas , se eu tivesse mandado um email.. 

Graça Lourenço

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